Operação Patrinus prende três PMs por suspeita de corrupção em Belford Roxo
PMs são suspeitos de cobrar propina de comerciantes na Baixada Fluminense
Foto: Reprodução Três policiais militares são alvos de mandados de prisão nesta quinta-feira (10) na sexta fase da Operação Patrinus, que investiga um esquema de corrupção envolvendo agentes que atuavam no 39º BPM, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Dois dos policiais já estavam presos e tiveram novos mandados cumpridos no Batalhão Especial Prisional, em Belford Roxo, e no presídio Joaquim Ferreira de Souza. O terceiro foi preso em casa, em Nova Iguaçu.
A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Rio, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Os três foram denunciados por corrupção passiva militar.
Segundo o Ministério Público, os policiais recebiam dinheiro de comerciantes para oferecer um policiamento diferenciado e privilegiado aos estabelecimentos. Os agentes chamavam esses comerciantes de “padrinhos”. Em troca dos pagamentos, as patrulhas eram direcionadas para fazer a segurança dos locais.
A Patrinus investiga crimes praticados por policiais militares do batalhão há vários anos. Em 2024, o Ministério Público denunciou 14 PMs por organização criminosa, corrupção passiva e peculato. A investigação apontou cobrança de valores de comerciantes e mototaxistas e desvio de drogas, armas, celulares e peças de veículos apreendidos.
Em agosto de 2025, dez policiais militares foram presos por suspeita de cobrar de comerciantes para garantir segurança durante o próprio expediente, usando viaturas, uniformes e armamentos da corporação.
Já em maio deste ano, outros 11 PMs foram denunciados por receber propina semanal para prestar segurança a estabelecimentos comerciais. Segundo o MPRJ, os pagamentos eram feitos às sextas-feiras e o dinheiro era distribuído aos policiais escalados para o serviço.
Em junho, uma nova fase da Patrinus denunciou quatro policiais por peculato e comércio ilegal de arma de fogo. De acordo com o Ministério Público, os agentes teriam se apropriado de uma pistola calibre 9 milímetros apreendida em uma operação e vendido a arma por seis mil reais, dividindo o dinheiro entre eles. Na ocasião, foram apreendidos também drogas, uma arma não registrada, simulacros de pistola, rádios transmissores e uma granada de pimenta.
A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.



COMENTÁRIOS