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Rio de Janeiro,14/05/2026

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Anvisa adia decisão sobre produtos da Ypê e mantém alerta de segurança

A agência manteve a orientação de que produtos com final 1 no número de lote não sejam utilizados


Anvisa adia decisão sobre produtos da Ypê e mantém alerta de segurança Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou para a próxima sexta-feira (15) a decisão sobre a suspensão ou liberação da fabricação e comercialização de produtos da marca Ypê. O tema chegou a ser retirado da pauta da reunião da diretoria nesta quarta-feira (13), mas a agência manteve a orientação de que produtos com final 1 no número de lote não sejam utilizados.

A recomendação também é que consumidores busquem informações diretamente no serviço de atendimento da empresa. De acordo com a Anvisa, foram identificadas 76 irregularidades, incluindo falhas consideradas graves na qualidade microbiológica e problemas no controle de embalagens. Em contrapartida, a empresa apresentou 239 ações corretivas na tentativa de reverter a suspensão dos produtos.

Durante a reunião, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro, criticou a circulação de informações falsas sobre o caso nas redes sociais. Segundo ele, a desinformação pode comprometer a segurança da população ao enfraquecer alertas sanitários e a confiança em dados científicos.

“Quando pessoas são expostas a fake news sobre riscos sanitários, isso é muito irresponsável, porque não se trata apenas de um problema de comunicação, mas de proteção à vida. Também é preocupante observar o risco de aumento da politização indevida de temas de saúde. O debate de ideias é legítimo e necessário em uma sociedade democrática. Mas, quando questões técnicas e científicas são afetadas por interesses alheios ao bem-estar da população, isso produz um grave desserviço, especialmente quando resulta em práticas perigosas", afirmou.

As medidas foram adotadas com base em inspeções técnicas e avaliação de risco sanitário, realizadas em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e a Vigilância Sanitária de Amparo, no interior paulista, onde funciona a unidade da Química Amparo.

Em nota divulgada no dia 8 de maio, a Anvisa reforçou a orientação para que consumidores não utilizem os produtos atingidos pela medida, mesmo durante o período em que o recolhimento está temporariamente suspenso.




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