Pesquisa Quaest mostra Lula à frente no 1º turno e empate técnico com Flávio Bolsonaro no 2º
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país.
Foto: Reprodução A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada em maio de 2026 mostra um cenário de disputa acirrada para a eleição presidencial. O levantamento indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém liderança nas simulações de primeiro turno, mas enfrenta um empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. Os dados também apontam uma leve recuperação da avaliação do governo federal e uma redução na percepção negativa sobre os rumos do país.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Em relação ao levantamento anterior, divulgado em abril, o petista oscilou dois pontos para cima, enquanto o senador avançou um ponto.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%, além de outros candidatos com índices entre 1% e 2%. Os indecisos somam 5%, enquanto 10% afirmam que pretendem votar em branco, nulo ou não votar.
Segundo turno fica mais apertado
O cenário mais competitivo aparece na projeção de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O petista registra 42% das intenções de voto, contra 41% do senador do PL, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
A série histórica da pesquisa mostra uma aproximação gradual entre os dois. Em agosto de 2025, Lula tinha 48%, enquanto Flávio aparecia com 32%. Desde então, a diferença foi diminuindo até chegar ao empate técnico atual.
Regionalmente, Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, onde aparece com 61% contra 28% de Flávio Bolsonaro. Já o senador lidera no Sul, com 49% contra 30%, e também no Centro-Oeste/Norte, onde marca 50% ante 36% do presidente. No Sudeste, Flávio registra 44%, contra 37% de Lula.
Entre os homens, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 47% contra 39% de Lula. Já entre as mulheres, o presidente lidera por 45% a 36%.
A pesquisa também aponta diferenças relevantes conforme religião e renda. Entre evangélicos, Flávio Bolsonaro tem 61%, enquanto Lula aparece com 24%. Já entre católicos, Lula lidera por 51% a 34%.
Nos demais cenários de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente dos governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Contra Zema, o presidente registra 44%, enquanto o governador mineiro aparece com 37%, diferença de sete pontos percentuais.
Já em um eventual confronto contra Caiado, Lula marca 44% e o governador de Goiás chega a 35%.
O levantamento também mostra que Zema cresce entre eleitores de direita não bolsonarista e entre eleitores evangélicos, enquanto Caiado amplia desempenho entre conservadores moderados.
Aprovação do governo melhora
A pesquisa mostra ainda uma oscilação positiva nos indicadores do governo Lula. Segundo o levantamento, 46% aprovam a gestão federal, enquanto 49% desaprovam. Em abril, os índices eram de 43% de aprovação e 52% de desaprovação.
A avaliação qualitativa também apresentou melhora. O percentual que considera o governo negativo caiu de 42% para 39%, enquanto a avaliação positiva subiu de 31% para 34%. A avaliação regular permaneceu em 25%.
O Nordeste continua sendo a principal base de sustentação do presidente, com aprovação de 63%. Já no Sul, a desaprovação chega a 61%.
Entre beneficiários do Bolsa Família, Lula mantém aprovação de 57%, enquanto entre os não beneficiários a desaprovação alcança 53%.
Apesar da melhora nos índices do governo, a maioria dos entrevistados ainda considera que o Brasil está seguindo na direção errada.
Segundo a pesquisa, 53% afirmam que o país está indo na direção errada, contra 38% que avaliam que o Brasil está no rumo certo. Em abril, os índices eram de 58% e 35%, respectivamente.
O levantamento também mostra elevado grau de consolidação das escolhas eleitorais. Para 63% dos entrevistados, o voto já é definitivo. Outros 37% afirmam que ainda podem mudar de posição até a eleição.
Entre os eleitores de Lula, 70% afirmam que o voto é definitivo. No caso de Flávio Bolsonaro, o índice chega a 66%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03598/2026.



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