Seja bem-vindo
Rio de Janeiro,03/05/2026

  • A +
  • A -

Fux será relator de ação do PDT contra eleição de Douglas Ruas na Alerj

Partido pede anulação da votação que escolheu novo presidente da Assembleia do Rio


Fux será relator de ação do PDT contra eleição de Douglas Ruas na Alerj Foto: Reprodução

O ministro Luiz Fux será o relator da ação apresentada pelo PDT no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a eleição do deputado estadual Douglas Ruas (PL) para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O processo já foi encaminhado nesta segunda-feira (27) ao gabinete do ministro para análise.

A ação foi protocolada pelo PDT após a votação realizada em 17 de abril, quando Douglas Ruas foi eleito para comandar a Casa Legislativa fluminense. O partido pede que o STF anule o resultado e determine uma nova eleição para a Mesa Diretora, desta vez com voto secreto.

Na ação (ADPF 1319), o PDT afirma que a eleição ocorreu de forma irregular, já que foi realizada por voto nominal e aberto, com base em uma alteração do regimento interno da Alerj que, segundo a legenda, não passou pelo devido processo legislativo.

O partido sustenta que não há registro de aprovação formal da mudança por meio de projeto de resolução votado em plenário. Para a sigla, isso compromete a legalidade do processo que levou Douglas Ruas ao comando da Casa.

Outro ponto levantado pelo PDT é que a eleição foi convocada em prazo considerado curto, apenas três dias após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homologar a retotalização dos votos das eleições de 2022.

Segundo o partido, o cenário político no estado é de instabilidade institucional, o que exigiria maior rigor jurídico e transparência no processo de escolha.

A legenda também argumenta que o voto aberto expôs deputados a possíveis pressões políticas e retaliações internas, prejudicando a liberdade de deliberação parlamentar.

A disputa pela presidência da Alerj ganhou importância porque o cargo integra a linha sucessória do governo estadual.

O Rio vive um cenário excepcional após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), na véspera do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, no escândalo do caso Ceperj.

Como o o estado estava sem vice-governador, desde que Thiago Pampolha (MDB) renunciou para assumir a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), foi afastado após ser preso pela Polícia Federal e teve o mandato cassado pelo TSE, o governo estadual está sendo exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto.

O magistrado no cargo vai ficar no cargo até o STF decidir qual será o formato da eleição para mandato-tampão até o fim do ano.

Na semana passada, Douglas Ruas apresentou pedido ao Supremo para assumir interinamente o governo do estado, alegando que, como presidente da Alerj, ocupa posição legítima na linha sucessória prevista na Constituição estadual.

O pedido de Ruas também foi encaminhado ao ministro Luiz Fux.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.