Alerj convoca reunião de líderes para definir eleição da presidência
Encontro ocorre após homologação do TRE-RJ e deve estabelecer regras e calendário do pleito
Foto: Reprodução A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) enfrenta mais um capítulo em busca da estabilidade política. O presidente interino da Casa, Guilherme Delaroli (PL), convocou para esta quarta-feira, às 13h, uma reunião do colégio de líderes para discutir a realização de uma nova eleição para a presidência do Legislativo estadual. A convocação acontece no mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homologou a recontagem dos votos das eleições de 2022, necessária após a cassação do deputado estadual Rodrigo Bacellar. Com isso, o suplente Renan Jordy assumiu a vaga. O novo cenário reacendeu a disputa pelo comando da Alerj, cargo estratégico na linha sucessória do governo estadual, especialmente após a saída do ex-governador Cláudio Castro, condenado por abuso de poder político e econômico. A tentativa de Delaroli de avançar com a definição de uma nova eleição interna elevou a tensão entre parlamentares. Durante sessão plenária recente, deputados de diferentes correntes trocaram críticas sobre o momento adequado para o pleito. Parlamentares alinhados à direita defenderam que a decisão deve ser tomada imediatamente, sem aguardar posicionamentos do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles consideram inadequada a tentativa de judicializar o processo interno da Assembleia. Já deputados da oposição criticam a pressa e pedem cautela diante do cenário jurídico ainda indefinido, destacando riscos institucionais. A divergência evidencia o impasse político que domina a Casa, com diferentes grupos tentando influenciar o calendário e o formato da eleição. Justiça já anulou eleição anterior na Casa Com a homologação da recontagem pelo TRE-RJ, Delaroli busca agora estabelecer uma nova data para a eleição, tentando dar continuidade ao processo político dentro da Assembleia. A medida, no entanto, encontra resistência de setores que defendem aguardar definições do STF sobre o cenário mais amplo do estado. Oposição articula frente para adiar eleição O grupo argumenta que o STF já determinou a suspensão das eleições indiretas no estado até decisão definitiva sobre o modelo de escolha para o governo-tampão, que pode incluir eleição direta ou indireta. Atualmente, o governo do estado é exercido de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, aguardando definição do Supremo. Falta de consenso político dificulta cenário Além das questões jurídicas, a oposição enfrenta dificuldades para consolidar uma candidatura competitiva. Nomes chegaram a ser cogitados, mas não houve consenso entre os partidos. O PSOL, por sua vez, indicou a intenção de lançar candidatura própria, mas ficou fora da articulação principal por falta de tempo para deliberação interna. A falta de unidade entre os adversários de Douglas Ruas pode influenciar diretamente o desfecho da disputa pelo comando da Alerj.
A crise atual se intensificou após a Justiça do Rio anular uma sessão anterior que havia eleito o deputado Douglas Ruas como presidente da Alerj. A decisão considerou irregular a realização do pleito antes da retotalização dos votos determinada pela cassação de Bacellar.
Partidos como PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania e PCdoB formaram uma frente conjunta para tentar barrar a realização imediata da eleição. Em nota, as siglas apontam “incerteza jurídica” e risco de agravamento da crise institucional.



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