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Rio de Janeiro,04/06/2026

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SuperVia encerra operações após quase 30 anos e nova empresa assume os trens do estado

Investigações da PF mostram que Nova Via Mobilidade tem fundos de investimento na Planner Corretora, alvo da operação da PF


SuperVia encerra operações após quase 30 anos e nova empresa assume os trens do estado Foto: Reprodução

A SuperVia deixa de operar, nesta sexta-feira (29), o sistema ferroviário da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, encerrando uma concessão que durou quase três décadas.

A partir de sábado (30), a administração dos trens passa para o consórcio Nova Via Mobilidade, que assume a operação dos quase 300 quilômetros de malha ferroviária, distribuídos em cinco ramais e responsáveis por conectar a capital a outros municípios.

A troca de comando ocorre após um período de crise na concessão anterior. Em 2023, a SuperVia informou ao governo estadual que não tinha mais condições financeiras de manter o serviço, alegando prejuízos sucessivos, furtos de cabos e o congelamento da tarifa.

O novo operador foi escolhido em leilão judicial, que ocorreu sem concorrentes.

Antes da transição completa, será realizada uma fase de operação assistida de 90 dias, durante a qual a antiga concessionária e o consórcio atuarão em conjunto.

A mudança também inclui um novo modelo de remuneração: em vez de depender do número de passageiros, a empresa passará a receber por quilômetro rodado, numa tentativa de dar mais previsibilidade ao sistema.

Atualmente, a rede transporta cerca de 270 mil passageiros por dia — número que chegou a 350 mil, segundo a SuperVia, após recuperação da demanda nos últimos dois anos.

A saída da SuperVia ocorre após anos de críticas à qualidade do serviço prestado. A gestão foi marcada por uma crise de infraestrutura que afetou diretamente o dia a dia dos passageiros.

Polêmica

A Secretaria Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana informou que o processo de escolha do Nova Via Mobilidade, consórcio que substituirá a SuperVia na operação dos trens urbanos da Região Metropolitana do Rio, ocorreu por meio de leilão judicial conduzido pela 6ª Vara Empresarial, seguindo os critérios legais e técnicos estabelecidos no edital. O consórcio foi o único a apresentar proposta no processo.

As investigações da Polícia Federal concluem que o Nova Via Mobilidade tem fundos de investimento geridos pela Planner Corretora, empresa que também foi alvo da operação de busca e apreensão realizada na última terça-feira (26).

 




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